Campo Mourão - A Coamo Agroindustrial Cooperativa, com sede em Campo Mourão, no Noroeste do Paraná, chega aos 40 anos de existência marcada por um histórico de solidez, sendo considerada hoje a maior cooperativa singular do gênero na América Latina, com um quadro formado por 22,4 mil associados Ela é também a maior empresa de capital privado genuinamente paranaense, perdendo apenas para a Copel (que é uma estatal), e está entre as 30 maiores empresas de exportação do Brasil
O faturamento global da Coamo no ano passado foi de R$ 4,67 bilhões O volume de produção é de 5,5 milhões de toneladas de soja, trigo e milho, entre outras culturas, o equivalente a 3,8% da produção nacional e 19% da produção paranaense A cooperativa tem 5,1 mil funcionários, e 113 unidades em 63 municípios do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul
Nestas décadas, enquanto o País enfrentou inúmeras crises econômicas, a Coamo ficou ilesa a dificuldades de ordem financeira ou administrativa porque sempre trabalhou com foco em resultados O estatuto prevê que a capitalização é uma das prioridades do empreendimento ''A nossa opção é sempre pelas compras à vista ou com pagamentos antecipados, optando por melhores preços Sendo capitalizada, ela oferece um suporte de crédito muito importante ao quadro social e isso foi dando credibilidade à empresa'', afirma o presidente da cooperativa, José Aroldo Gallassini
Um fator que levou inúmeras cooperativas à insolvência nos últimos anos foi o endividamento muito alto do quadro de associados Assim, ao longo destes 40 anos, a Coamo incorporou oito outras cooperativas que enfrentavam dificuldades ou simplesmente encerraram suas atividades Gallassini explica que a Coamo nunca enfrentou tais problemas por adotar o que define como ''administração profissional''
Um diferencial importante é que a Coamo implantou, desde o início, a divisão das sobras na proporção ao movimento de cada cooperado durante o período No ano passado foram distribuidos R$ 106 milhões, o que deu uma média de R$ 4,7 mil para cada um deles
A história da Coamo pode se dividida em duas etapas: antes e depois do processo de industrialização Na primeira etapa, que corresponde aos anos de 1970, a Coamo se limitava ao armazenamento, recebimento e comercialização da safra, além da venda de insumos e sementes A partir do começo dos anos 80, foi iniciada a etapa agroindustrial com a criação de unidades de esmagamento de soja, refinaria de óleo de soja, fábrica de margarinas e fiação de algodão
O complexo industrial da Coamo transforma mais de 2 milhões de toneladas de produtos por ano, sendo a maior parte de soja, o que corresponde a 43,6% do faturamento total da cooperativa, somando os mercados interno e externo ''A industrialização nem sempre é o melhor negócio, mas a gente percebe que quem tem indústria está melhor do que quem não tem A indústria melhora o conceito da empresa, agrega valor, gera emprego e divisas nas regiões onde atua'', afirma Gallassini
No momento, a cooperativa tem 43 obras de expansão em andamento, com investimentos na ordem de R$ 200 milhões
Preocupada com o futuro inclusive em termos administrativos, a cooperativa mantém a política de formação de novas lideranças oferecendo cursos para cooperados com idade entre 25 a 35 anos que vão assumir os comitês educativos, e os conselhos fiscal e de administração

mockup