O que vo­cê fa­ria se re­ce­bes­se uma be­la he­ran­ça em vi­da de seu pai? In­ves­ti­ria em imó­veis? Com­pra­ria uma ca­sa na ­praia? Fa­ria uma via­gem pe­lo mun­do? ­Pois o mé­di­co No­bua­qui Ha­se­ga­wa ­achou que o ­mais na­tu­ral a fa­zer quan­do re­ce­beu o di­nhei­ro da fa­mí­lia era cons­truir um hos­pi­tal e aju­dar pes­soas. As­sim, ele inau­gu­rou em Lon­dri­na, há exa­tos 20 ­anos, o Hof­ta­lon - Hos­pi­tal de ­Olhos, um dos prin­ci­pais hos­pi­tais es­pe­cia­li­za­dos em of­tal­mo­lo­gia do Sul do ­País.
  O Hof­ta­lon nas­ceu com ape­nas no­ve fun­cio­ná­rios e pou­cas con­sul­tas por mês. ­Seis ­anos de­pois, em 1998, Ha­se­ga­wa já tra­ba­lha­va com 35 fun­cio­ná­rios e per­ce­beu que pa­ra po­der con­ti­nuar aten­den­do pe­lo SUS e exer­cen­do a boa prá­ti­ca da me­di­ci­na te­ria que me­lho­rar a ges­tão do hos­pi­tal. As­sim, ado­tou o mo­de­lo de ges­tão ISO pa­ra a ­área da saú­de. Aten­den­do pra­ti­ca­men­te 100% dos ­seus pa­cien­tes pe­lo Sis­te­ma Úni­co de Saú­de (SUS), o hos­pi­tal ho­je im­pres­sio­na pe­la es­tru­tu­ra fí­si­ca, tec­no­lo­gia de pon­ta e pro­fis­sio­na­lis­mo de to­do o cor­po clí­ni­co e de fun­cio­ná­rios.
  No­bua­qui Ha­se­ga­wa, ho­je com 65 ­anos, vi­veu no sí­tio até os 18 ­anos. Até os 15, não co­nhe­cia luz elé­tri­ca e quan­do re­sol­veu fa­zer me­di­ci­na em Cu­ri­ti­ba, abra­çou a pro­fis­são com to­da a sua for­ça. ‘‘­Acho que nas­ci pa­ra ser mé­di­co. Quan­do meu pai re­sol­veu di­vi­dir a he­ran­ça en­tre mim e ­meus ir­mãos, ­achei que cons­truir o hos­pi­tal era uma for­ma de es­ten­der a mi­nha mis­são nes­ta pro­fis­são. Pe­la nos­sa pi­râ­mi­de so­cial, a maio­ria das pes­soas que ne­ces­si­tam de aten­di­men­to são as pes­soas ca­ren­tes, por is­so nos­sa ­ações são vol­ta­das pa­ra ­elas’’, co­men­ta o of­tal­mo­lo­gis­ta, que já com­ple­tou qua­tro dé­ca­das de me­di­ci­na.


● Em 2011, o hospital realizou 80,7 mil consultas e 11,1 mil procedimentos cirúrgicos, mais do que qualquer hospital da cidade


● Sigla em inglês para Organização Internacional para Padronização, é um grupo de normas técnicas que estabelecem um modelo de gestão da qualidade para organizações em geral


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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