São Paulo - Em um mercado que desde o ano passado tem remunerado bem, o sojicultor precisa, sem sombra de dúvidas, investir cada vez mais na produtividade de sua lavoura. E os paranaenses parecem estar fazendo o dever de casa, pelo menos nos concursos anuais realizados pelas gigantes do agronegócio.
Dois produtores de soja do Estado encabeçaram a lista do programa Colheita Farta 2012/13, concurso realizado há três anos pela empresa de defensivos Dupont, que premia os dez sojicultores com maior produtividade em todo o País. De um total de 246 participantes, Renato Paulo Zaika, de Ponta Grossa, foi o grande campeão, com uma média ponderada de 98,33 sacas por hectare. Já o maringaense Ivan Cícere ficou na terceira colocação, com média 89,06 sacas por hectare. Vale dizer que estes números astronômicos foram em campos experimentais dentro das propriedades, com supervisão e aplicação do fungicida da empresa organizadora de maneira metódica e estipulada anteriormente. O prêmio foi entregue esta semana, em São Paulo.
Os paranaenses bateram sojicultores de regiões que possuem muita tradição na produção da oleaginosa, como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Só para ter uma ideia dos números nas propriedades, a produtora que ficou na décima colocação fechou em 64,6 sacas por hectare, enquanto a média brasileira de produtividade gira na casa das 55 sacas por hectare.
Nas terras do vencedor do concurso da Dupont, o agricultor Renato Paulo Zaika, de Ponta Grossa, a média de produtividade nos 1,5 mil hectares de área plantada foi de 82 sacas por hectare, 20% menos do que comparado aos 98 sacas por hectare que o levaram ao título. Ele comenta que para atingir os valores aposta num solo bem corrigido, boas variedades de semente e aplicação de produtos preventivos. "Em algumas áreas da minha propriedade já consegui números muito expressivos, acima das 100 sacas por hectare. Eu quero descobrir o segredo para fazer isso em toda a minha terra", diz.
Já na propriedade de 540 hectares do sojicultor Ivan Cícere, de Maringá, a média de produtividade ficou em 71 sacas por hectare na safra 2012/13, bem maior que a média nacional, e 20% menor do que conseguiu na faixa de terra que separou para o concurso. Ele comenta que para atingir estes números aposta em diversos fatores. "Consegui controlar as lagartas, que no ano passado estavam me atrapalhando, trabalhei bastante com a questão do equilíbrio dos componentes químicos do solo, aumentei o espaçamento entre as plantas de 45 cm para 50 cm e utilizei produtos de qualidade", elenca.

O jornalista viajou a São Paulo à convite da Dupont.

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