Curitiba - Os portos do Paraná (Paranaguá e Antonina) movimentaram 1,8 milhão de toneladas nos últimos 30 dias, cerca de 500 mil toneladas a mais do que no mesmo período do ano passado. Esse crescimento na movimentação de cargas foi um dos fatores que provocaram as filas de caminhões nos últimos dias, quando atingiram cerca de 30 quilômetros.
Desde o início do ano passaram pelos portos de Paranaguá e Antonina 13 mil caminhões contra 4,5 mil em 2003, e essa produtividade pode se refletir nos números. Segundo o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, esse índice pode ser ultrapassado em 2004. ''Existe a expectativa de superar em 20% os 33,5 milhões de toneladas movimentadas no ano passado'', disse.
O Porto de Paranaguá respondeu em 2003 por US$ 6 bilhões ou 90% da receita cambial do Estado. Em 2002, esse número atingiu US$ 4,5 bilhões. Segundo maior porto do Brasil e o principal da América Latina em exportações, principalmente em grãos, atualmente 15 navios permanecem movimentando suas cargas, enquanto outros 34 aguardam para atracar. Nas próximas 24 horas devem chegar mais 20 navios.
O otimismo da Appa encontrou respaldo após as visitas de grupos de empresários da China e da Suíça ao porto, quando houve garantias de negócios ainda neste ano. Tanto os chineses como os suíços garantiram a importação de 1,5 milhão de toneladas de soja cada um. A soja é o principal produto de exportação, com destaques para a França, Espanha, Rússia e Ucrânia entre os maiores compradores.
A Appa estima que neste ano poderá movimentar 100 mil toneladas por dia, praticamente dobrando a movimentação do ano passado. Somente em cargas gerais foram 400 mil toneladas em janeiro.
Nesse item os principais destaques foram as exportações de madeiras, algodão, açúcar e papel e a importação de arroz em sacas. No segmento de granel sólido foi vendida 1,2 milhão de toneladas com destaque para a exportação de soja (30 mil), farelo (266 mil) e milho (363 mil) e a importação de fertilizantes, com 542 mil toneladas. Para fevereiro, a administração do porto prevê maior movimentação, com a expectativa do recorde na safra de soja.

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