Soja transgênica provoca confronto em Paranaguá
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de abril de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os caminhoneiros que estavam aguardando para descarregar soja transgênica no Porto de Paranaguá desde a última sexta-feira foram ameaçados pela Polícia Militar para que saíssem do terminal portuário e da cidade de Paranaguá. O clima foi bem tenso no sábado, disse o advogado que defende a Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Marcelo Teixeira.
Na sexta-feira, 15 caminhões tentaram desembarcar soja geneticamente modificada mas foram barrados pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). A carga de soja pertencia às empresas Cargill e Cotriguaçu Cooperativa Central de Cascavel. A exportação de soja transgênica foi liberada na semana passada, mas o governo do Estado informou que, enquanto o superintendente da Appa, Eduardo Requião, não for notificado pela Justiça, não há necessidade de cumprir a decisão judicial.
O coronel do Comando da Polícia Militar de Paranaguá, Antonio Aurélio de Conceição, disse que desconhece essas atitudes dos policiais militares em relação aos caminhoneiros e vai investigar o assunto. Caso, as ameaças se confirmem irá tomar providências.
O assessor do departamento técnico-econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Nilson Hanke Camargo, disse que a estimativa é que haja 3 milhões de toneladas de soja transgênica para serem exportadas por Paranaguá.


