Curitiba - A Divisão de Sanidade Vegetal da Secretaria da Agricultura do Paraná determinou que as cerca de 300 toneladas de soja transgênica provenientes do Paraguai sejam destinadas à indústria e transformadas em farelo e farinha. O carregamento estava em 14 caminhões, retidos no pátio de triagem do Porto de Paranaguá desde a semana passada.
A polícia investiga a tentativa de fraude por parte da empresa exportadora. A carga chegou a Paranaguá com laudo de transgenia negativa, que teria sido feito pela Empresa de Classificação de Produtos do Paraná (Claspar) a partir de um lote que estaria armazenado em Guaíra, no Oeste do Paraná. No entanto, em novo exame descobriu-se que se tratava de produto geneticamente modificado. As investigações apontaram que o carregamento tinha sido feito no Paraguai.
O laboratório da Universidade Federal do Paraná (UFPR) comprovou a transgenia. De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização e Sanidade Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Felisberto Baptista, o proprietário da soja não conseguiu comercializá-la em indústrias de Ponta Grossa, por isso será levada a Cascavel. Segundo ele, depois de processada, ela terá que ser comercializada fora do Paraná.

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