Soja tem maior alta do ano na Bolsa de Chicago
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terça-feira, 17 de julho de 2001
De Londrina 
A soja fechou ontem a US$ 5,28/bushel nos contratos de agosto, na Chicago Board of Trade, com 17 pontos de alta sobre o dia anterior. Para setembro fechou com US$ 5,25/bushel (+15,2 pontos); novembro (US$ 5,2320/bushel (+14,4 pontos). Chegou a ter alta, de 28 pontos nos contratos de novembro (US$ 5,3700/bushel), cedendo no mesmo pregão, mas mantendo a boa performance.
Nos contratos de maio de 2002 - que também são um bom parâmetro para a comerciaizaçao da nova safra -, a Bolsa chegou a US$ 5,33/bushel. Trades trabalharam com US$ 2,2300/bushel (+9,4 pontos) para março e US$ 5,20/bushel (+8 pontos) para maio. Foi o melhor desempenho do ano, nas vendas antecipadas, com 8 pontos de alta, em média.
Na média de todos os contratos a soja subiu 3% ontem na Bolsa de Chicago, elevando também o preço do farelo, em 2%, no primeiro contrato.
Por conta da alta no mercado internacional e da disparidade cambial (o dólar caiu ontem para R$ 2,50, mas continua valorizado), os preços internos também tiveram um dia de alta. No Porto de Paranaguá, a saca de soja foi negociada a R$ 29,20/29,50. Pela manhã chegou a ser negociada a R$ 29,60, mas caiu no final do expediente por conta do recuo do dólar.
Analistas de mercado e produtores vislumbraram ontem à tarde o preço de US$ 11/saca para entrega e recebimento em abril do ano que vem. Aumentou o interesse pelas vendas antecipadas. No final da tarde ainda houve negócios - no disponível - US$ 10,70/saca, à vista, considerado de bom tamanho pelos operadores do mercado.
Clima desfavorável - estiagem permanece no meio-oeste americano -, e um quadro de demanda no mercado mundial foram os principais fatores altistas para o preço internacional da soja ontem. No mercado interno, acrescente-se a variável cambial.
Entrevistado por este jornal no final da tarde sobre o comportamento do mercado, o analista Fernando Muraro, de Curitiba, previu aumento da área de soja na próxima safra de verão, tanto nos Estados do Sul, como no cerrado. O aumento da área é atribuído à boa performance do mercado nas últimas semanas.
O analista da FNP, Adriano José Timossi, também comentou a alta da soja que atribuiu à influência das condições de clima quente nas lavouras norte-americanas. A expectativa para os próximos dias, tanto para o mercado futuro da safra nova, como para o mercado físico, é de aumento nos preços atuais, desde que se confirmem as previsões de clima desfavorável para o desenvolvimento das lavouras dos EUA.


