A soja destinada a embarque no porto de Paranaguá, pelo terminal da Cooperativa Central Regional Iguaçu (Cotriguaçu), passará a ser classificada em Cascavel, já na próxima semana, segundo anunciou ontem a direção da central. A classificação, que será feita em instalações do terminal da Ferrovia Paraná, até aqui era feita apenas em Paranaguá, criando dificuldades operacionais, e inclusive prejuízos a exportadores, quando o produto não atendia padrões exigidos principalmente pelo mercado internacional.
O processo resulta de parceria entre Cotriguaçu, Ferrovia Paraná e Claspar, a empresa especializada da Secretaria Estadual de Agricultura. Segundo o presidente da central, Fábio Rosso, o resultado será ‘‘dinamização e agilidade nos embarques em Paranaguᒒ. O dirigente observa que, além de outros comercializadores de soja, serão diretamente beneficiadas as cooperativas singulares da região, sediadas em Cascavel, Cafelândia, Capanema, Palotina, Medianeira e Marechal Cândido Rondon.
A soja será transferida de caminhões para os vagões da Ferrovia Paraná, que serão lacrados, prontos para a transferência das cargas para os navios, em Paranaguá. Segundo a diretoria da Cotriguaçu, com a classificação feita no porto, havia casos em que carregamentos tinham que retornar a origem, quando a soja não atendia aos padrões. A partir de agora, e com maior utilização da ferrovia, ‘‘haverá economia de dinheiro, preservação de rodovias e tráfego menos complicado’’, observa Fábio Rosso.
A estimativa da Ferrovia Paraná é de que possam ser classificadas em Cascavel 1 milhão de toneladas, ainda nesta safra. Segundo o diretor-secretário da Cotriguaçu, Sebaldo Waclawovsky, o terminal da central, em Paranaguá, embarcou na safra do ano passado 2,36 milhões de toneladas, incluindo farelo. A estimativa é de que, agora, seja superada esta marca agora. O terminal da Cotriguaçu, que recentemente recebeu melhorias e ampliações, é o principal do porto, para embarque de soja.

mockup