Curitiba - O cultivo de milho no Paraná, na safra 2002/03, será o menor dos últimos 12 anos. O grão que se destacava como carro-chefe da produção agrícola no Estado definitivamente cede lugar para a soja. O levantamento feito pelos técnicos do Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura (Deral) constatou que foi ampliado o percentual de redução na área a ser plantada com milho, de 4,5% para 6%.
O plantio deve atingir 1,4 milhão de hectares, a menor área ocupada desde que as estimativas de cultivo da safra normal de milho foram separadas da estimativa da safrinha, no início dos anos 90. Antes do cultivo da safrinha, o Paraná cultivava em torno de 2 milhões de hectares de milho.
A produção do cereal está estimada em 6,93 milhões de toneladas, a menor desde a safra 1996/97. Se for confirmado, este volume representará uma oferta de milho inferior em cerca de 500 mil toneladas, comparando-se com a produção do ano passado.
Em compensação, ampliou-se a área de soja. O cultivo da leguminosa vai ocupar uma área de 3,47 milhões de hectares, o que representa aumento de 6% sobre a área passada. Na estimativa anterior, a previsão era de um aumento de 3,6% da área. Neste ano, o Paraná deve colher entre 9,7 milhões de 10,8 milhões de toneladas.
O aumento na área de soja está sendo registrado em todas as regiões do Estado, principalmente no Noroeste, com aumento de 30%, disse Vera da Rocha Zardo, técnica do Deral. Segundo ela, principalmente a regional de Umuarama, vem ampliando a área de plantio, nos últimos 5 anos, pois a soja está ocupando o local das pastagens.
O levantamento do Deral informa que a produção paranaense de grãos nas safra 2002/03 pode atingir 18,05 milhões de toneladas com o cultivo de algodão, amendoim, arroz, feijão das águas, milho normal, e soja. Este volume representa aumento de 2,7% em relação à produção da safra passada. O cultivo desses produtos deve ocupar área de 5,4 milhões de hectares, o que representa crescimento de 2,4%.
A cultura do algodão, conforme já se previa, terá redução de 14,5% na área. Serão cultivados 30.050 hectares, com previsão de produção de 67 mil toneladas de algodão em caroço. Para a cultura do feijão, a estimativa de crescimento é de 7% na área e de 12% na produção.
Já, no grupo das demais culturas, destaca se a redução de 17,5% no
cultivo de mandioca que atravessa um período de crise, com baixos preços
recebidos pelo produtor, e o crescimento de 12% no cultivo de fumo.

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