CURITIBA - O primeiro carregamento de soja em grão da atual safra começou a ser feito hoje no Porto de Paranaguá no navio Anastássia, de bandeira cipriota, que levará 44 mil toneladas do produto ao Porto de Roterdã, na Holanda. Os produtores anteciparam a colheita para aproveitar a estiagem. A previsão é colher uma produção recorde de cerca de 6,5 milhões de toneladas no Estado. A produção nacional prevista é de 26,5 milhões de toneladas.
A Cooperativa Central Regional Iguaçu (Cotriguaçu), de Cascavel, no oeste do Estado, é tradicionalmente a maior exportadora de soja em grãos por Paranaguá, mas seus técnicos ainda não têm qualquer previsão sobre o volume que será encaminhado ao mercado internacional. Segundo o analista de mercado da Cotriguaçu, Fernando Muraro Junior, a isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) mudou o perfil das exportações e pode representar aumento nas vendas para o mercado externo.
Os preços internacionais também estão atraindo os exportadores, que conseguem até US$ 270 pela tonelada. O maior entrave para as exportações da soja produzida na região oeste continua sendo o transporte rodoviário. Segundo técnicos de cooperativas, os transportadores da safra de Mato Grosso estão inflacionando o mercado. A tonelada de soja transportada passou de R$ 20 para R$ 30,00.
Além do Anastássia, ontem também estavam atracando outros dois navios no corredor de exportação do Porto de Paranaguá. O Theomymphis deve receber 49.750 toneladas de farelo e o Belchaton vai carregar 53.416 toneladas do mesmo produto.

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