O dólar tanto caiu (encerra a semana com -5,37%; no acumulado do mês 9,63%) que levou a soja ladeira abaixo, apesar das sucessivas altas na Bolsa de Chicago, só interrompidas na quarta-feira para realização de lucros. Em Cascavel - uma praça forte - a queda da soja na semana foi de 2,7%.

Agora fica assim, enquanto a CBOT acumula alta, aqui no mercado interno o acumulado é quase inversamente proporcional. Ontem, o contrato com vencimento em maio, encerrou o pregão cotado a US$ 6,22/bushel (US$ 13,71/sc). No acumulado do mês, o mesmo contrato apresenta uma alta de US$ 047,5/bushel.

Confirmando o que previram nesta coluna, dias atrás, especialistas em mercados de commodities agrícolas, o mercado da soja viveu esta semana momentos pouco comuns. Poucas vezes na história da commodity, a Bolsa de Chicago - a Chicago Board of Trade, que dita o preço para o mundo inteiro - fecha em altas expressivas sem que o mercado interno corresponda com ganhos para o agricultor.

O analista de mercado da FNP Consultoria & Agroinformativos, Stael Prata Silva Neto, observou que nesta terceira semana de abril, os preços internacionais da soja na Bolsa de Chicago apresentaram seu melhor desempenho, encerrando o período em forte alta.

As cotações encontraram suporte em novas compras técnicas, mas principalmente, na forte demanda internacional pela soja estadunidense para esta época do ano.

Na Folha Rural - Sobre este assunto sugiro que leiam na Folha Rural deste sábado uma carta do economista José Pitolli.

Inusitado - Os números apontam insuficiência da produção de milho para atender à demanda. Apesar disso, a Abimilho (representa as indústrias moageiras) lança uma campanha para aumentar o consumo de derivados. Deve ser algum estrategista em marketing que está à frente do seu tempo. Num rasgo de inteligência, criaram uma campanha propõe até receitas à base do grão.

Antes tarde... - Até três anos atrás, antes de vislumbrar as primeiras exportações, o milho sofria com a falta de planejamento. Bastava iniciar a colheita que os preços desabavam. Ninguém se preocupava com sazonalidade, regularidade no abastecimento, aumento do consumo interno etc. Mas muitos se beneficiavam disso desse mercado primitivo.

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