ArquivoSoja em grão, o principal da pauta de exportação brasileiraA soja em grão foi o principal produto da pauta brasileira de exportações no primeiro semestre, com uma receita de US$ 1,5 bilhão, mais de três vezes o total exportado pelo setor automobilístico no período, de US$ 435 milhões. Os dados do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo (MICT) revelam ainda que houve crescimento de 130% nas vendas da soja em grãos, com ganhos adicionais de US$ 864 milhões em relação ao primeiro semestre de 1996.
Este excelente resultado, na avaliação do MICT, deveu-se à elevação de 115,76% nos embarques da matéria-prima (5,22 milhões de toneladas) e de 6,59% nos preços médios. As exportações de produtos básicos cresceram 34,77% no primeiro semestre deste ano em relação a igual período do ano passado, enquanto as de semimanufaturados tiveram queda de 4,09% e as de produtos manufaturados aumentaram apenas 1,28%.
O café foi outro produto que contribuiu para o aumento das exportações, atingindo receita de US$ 1,385 bilhão, com ganhos adicionais de cerca de US$ 800 milhões.
O assessor de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Sávio Pereira, lembrou que o complexo soja (inclui o farelo e o óleo), sempre esteve entre os principais produtos da pauta de exportações nos últimos anos, mas a liderança isolada da soja em grão, no entanto, ocorreu pela primeira vez no semestre passado. De janeiro a junho de deste ano as exportações do complexo soja atingiram US$ 3,197 bilhões, sendo US$ 1,361 bilhão em farelo de soja e US$ 308 milhões em óleo de soja.
Ainda entre os produtos básicos, houve ampliação da receita com as vendas de carne de frango (22,62%), que passaram de US$ 367 milhões no primeiro semestre de 1996 para US$ 450 milhões este ano; de fumo em folhas (9,22%), de US$ 499 milhões para US$ 545 milhões e de minério de ferro (9%), de US$ 1,319 bilhão para US$ 1,438 bilhão. De acordo com o MICT, o desempenho recorde das exportações brasileiras, que somaram US$ 24,7 bilhões no primeiro semestre, foi devido, em grande parte, ao crescimento das vendas para a União Européia (12,89%) e Mercosul (23%).

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