Incluir a soja no cardápio pode ser sinônimo de saúde. Rica em proteínas e isoflavonas, o grão é alvo de centenas de pesquisas científicas no Brasil e no mundo, que buscam comprovar seus benefícios na prevenção e no tratamento de doenças. Um deles, já comprovado, é o auxílio na redução do colesterol.
''O mais importante da soja está nas proteínas'', atesta a doutora em Ciências de Alimentos e professora do curso de Nutrição da Universidade Norte do Paraná (Unopar), Rejane Dias Neves Souza. Segundo ela, o FDA (Food and Drugs Administration), órgão americano de vigilância sanitária, recomenda 25 gramas de proteína de soja diariamente, ou 60 gramas do grão, para redução do colesterol ruim (LDL) e aumento do bom (HDL). ''Claro que isso deve ser associado a uma alimentação com baixo teor de gordura saturada e colesterol'', ressaltou.
Para as mulheres, as pesquisas apontam que as isoflavonas presentes na soja podem auxiliar na redução dos sintomas ruins do climatério, entre eles os famosos ''calores''. A substância é um fitoestrogênio de ação semelhante ao estrogênio, o hormônio natural da mulher.
Mas, segundo a professora, ainda são necessários mais estudos, pois as pesquisas têm mostrado que para a mulher ter benefícios é preciso que a soja faça parte dos seus hábitos alimentares. ''Começar a tomar soja durante a menopausa não proporciona o mesmo benefício que no caso da mulher oriental, por exemplo, que se alimentou de soja a vida inteira'', explicou.
A soja ainda ajuda a diminuir a glicose sanguínea, fator importante para os diabéticos, e pode ser consumida pelos celíacos, que têm intolerância ao glúten. Para os vegetarianos, o grão é o de melhor valor biológico entre as proteínas vegetais, a proteína melhor aproveitada pelo organismo.(Chiara Papali)

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