Soja deve ocupar metade da área agricultável do Paraná
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sexta-feira, 26 de julho de 2002
Vânia Casado<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A soja vai predominar no Paraná na safra 2002-2003. O Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, divulgou ontem a primeira intenção de plantio oficial para a safra que se inicia e o crescimento na área plantada de soja deverá ser de 3,6% e o de feijão de 7% no Estado. Em compensação, o cultivo de milho cai 4,5%.
Se a intenção de plantio de soja se confirmar, a cultura vai ocupar 3,41 milhões de hectares, que corresponde praticamente à metade da área agricultável do Estado. Nos últimos dois anos a expansão do cultivo foi de 22%, informou Vera da Rocha Zardo, engenheira agrônoma do Deral.
Na safra 2002-2003, o crescimento maior de área está ocorrendo na região Noroeste, onde predomina o solo arenito caiuá, antes ocupado por pastagens de baixa produtividade. Nessa região a expansão do cultivo é de 18%. Nas demais varia de 2% a 5%. Com essa previsão de plantio, a expectativa de produção de soja é de 10 milhões de toneladas no Estado.
Enquanto os produtores das regiões Oeste, Norte, Sudoeste e Noroeste confirmam sua preferência para o plantio da soja, a área ocupada com milho cai no Estado de 1,48 milhão de hectares no ano passado para 1,4 milhão de hectares neste ano. A queda não foi maior porque na região Sul, que cultiva 50% da produção estadual, a redução é de apenas 0,5%. Mas nas regiões Oeste e Centro-Oeste chega a 20%.
Os produtores também estão entusiasmados com o cultivo de feijão, cuja área plantada cresceu 27% nos últimos dois anos. A possibilidade de lucro rápido, com preço favorável o ciclo curto da cultura, anima agricultores. A área plantada cresce de 389 mil hectares na safra passada para 415 mil hectares este ano. A limitação para a expansão do cultivo é o preço da semente, que está muito cara (R$ 140,00 a saca).
O Deral informou ainda que a estiagem que afetou as lavouras de trigo na região Norte do Estado provocou uma quebra de 12% na produção estadual. A expectativa de produção cai de 2,38 milhões de toneladas para 2,1 milhões de toneladas.


