Soja de Paranaguá será exportada
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 31 de outubro de 2003
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A soja transgênica que está no Porto de Paranaguá será exportada. A exceção foi aberta pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) para que as 70 mil toneladas do produto, estocadas nos terminais, possam ser retiradas. A decisão foi anunciada no fim da tarde de ontem pelo superintendente da Appa, Eduardo Requião, após reunião com representantes dos operadores do porto.
A princípio, a soja ''contaminada'' ficará segregada em silo público, de propriedade da Appa, que será lacrado pela Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar). Durante esta semana a Claspar analisou a soja e verificou transgenia em 98% do volume. A previsão é de que a soja segregada seja transportada para outros países por navios nos dias 24 e 25 de novembro.
Segundo Eduardo Requião, a operação não trará nenhum prejuízo para compradores e exportadores. ''Foi uma operação consensuada que traz credibilidade para os produtos exportados pelo porto e mostra a maturidade dos operadores'', disse. ''Emitiremos um certificado de que a soja contém organismos geneticamente modificados, e aí ficará a cargo do armador decidir aonde a carga será vendida'', afirmou Eduardo Requião.
As operações de embarque e descarregamento de soja no Porto de Paranaguá estão suspensas desde o dia 24 de novembro, quando o governo recebeu a denúncia de que soja transgênica estava sendo infiltrada no porto para ''batizar'' a soja convencional.
Na segunda-feira, o superintendente da Appa viaja ao Paraguai para discutir com o presidente Nicanor Duarte Frutos a situação da soja transgênica que entra por Foz do Iguaçu com destino ao porto. Devido a um acordo entre os dois países, o Paraguai tem o direito de escoar sua produção por Paranaguá, independente da soja ser transgênica ou não. (Com Agência Estado)


