Curitiba - Os navios que vieram carregar soja convencional no Porto de Paranaguá terão prioridade de atracação nos berços do Corredor do Exportação. A Ordem de Serviço 142, assinada ontem pelo superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, passa a valer imediatamente e inclui os três pontos públicos do cais específicos para embarque de grãos.
As operações de embarque, no entanto, deverão respeitar um volume mínimo de 14 mil toneladas. A prioridade da atracação garantirá maior fluxo das mercadorias convencionais. A medida prevê, ainda, que dois dos quatro silos horizontais da Appa sejam destinados exclusivamente para a movimentação e armazenagem de soja convencional até que se concluam as obras do novo silo público de 107,8 mil toneladas. O processo licitatório para construção da nova estrutura está sendo analisado pela Comissão Permanente de Licitação da Appa.
Na medida, o superintendente da Appa afirma que pretende evitar que os exportadores de soja convencional sejam prejudicados com a decisão que abriu o silo público para o recebimento de soja transgênica, obrigado-os a pagar tarifas maiores cobradas pelos armazéns privados.
A sobra técnica de 2,7 mil toneladas de soja convencional ainda não tinha sido retirada do silo público ontem. A Tibagi Serviços Marítimos é a empresa que vai armazenar este produto. Segundo a Appa, ainda não há uma previsão de data para que o silo seja liberado para a soja transgênica.
A determinação do silo público para o armazenamento de soja geneticamente modificada é da presidente do Tribunal Regional Federal da 4 Região, desembagadora federal, Silvia Goraieb. Paralelamente, a Appa e a Procuradoria Geral do Estado entraram com recurso no TRF4 para tentar derrubar a decisão do tribunal.

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