Mesmo com a quebra na produção paranaense de soja, a cultura continua a oferecer boa rentabilidade ao produtor. Segundo a engenheira agrônoma Vera da Rocha Zardo, do Deral, as lavouras com desenvolvimento normal obteriam produtividade de 51 sacas por hectare. Como a oleaginosa está cotada a R$ 52,12 por saca, a receita bruta de R$ 2.658/ha cobriria o custo variável de produção para esse nível de produtividade (R$ 888/ha) e garantiria rentabilidade de 200% sobre o mesmo custo.
Em lavouras com quebra de 30%, como é o caso da região de Toledo, a produtividade cai para 35 sacas por ha. Essa produção garante receita de R$ 1.824/ha e rentabilidade de 105% sobre o custo variável. ''Apesar da quebra, os bons preços da oleaginosa garantem boa rentabilidade para o produtor, salvo nas lavouras que tiveram uma quebra maior'', comentou.
Após vários dias de alta, a cotação da soja sofreu queda de quase 30 pontos, ontem, em Chicago. O preço caiu de US$ 10,54 por bushel para US$ 10,23 por bushel, com desvalorização de 2,7%. A causa da mudança, segundo o analista de mercado Seneri Paludo, da Agência Rural, de Curitiba, foi a realização de lucros aliada à volta das atividades no Porto de Paranaguá. ''A partir de agora, o mercado vai se voltar à realidade da safra sul-americana'', disse.
As boas cotações da soja no mercado internacional intensificaram a comercialização da safra paranaense. Vera afirmou que, somadas as vendas antecipadas com aquelas para entrega efetiva, 25% da produção já foi vendida.

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