Soja brasileira desperta interesse de novas tradings
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segunda-feira, 03 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - A expansão da soja tem atraído grupos empresariais estrangeiros e nacionais para a exportação. Na atual safra, estimada em cerca de 50 milhões de toneladas, pelos menos três novas tradings iniciam suas operações. São empresas com estrutura comercial enxuta, compra direta de soja na origem e sua respectiva venda a destinos no exterior, especialmente na Ásia e na Europa. ''A chegada de novas tradings é excelente para a exportação e a balança comercial, e também para o produtor, pois a disputa eleva o preço do produto'', diz Sérgio Mendes, diretor geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC).
A disputa a que se refere o executivo compreende também maior oferta de financiamento. ''Boa parte da safra brasileira de soja é vendida antecipadamente, com financiamento do plantio pelas próprias tradings, que será pago em produto na época da colheita. Quem quer entrar neste mercado precisa necessariamente atrair o produtor de soja com financiamentos que lhe favoreçam.''
Segundo Mendes, o crescimento do agronegócio soja começou com a Lei Kandir, de 1996, que desonerou a exportação dos produtos do complexo de impostos e acionou uma forte concentração no setor. Grandes multinacionais chegaram ao País, comprando estruturas já em operação e ampliando as mesmas. São elas, ADM, Bunge, Cargill e Dreyfuss. O capital nacional é representado por duas grandes tradings, o Grupo Maggi e a Caramuru Alimentos.
A briga é por uma fatia da receita cambial de US$ 7,6 bilhões estimada para o complexo soja em 2003, frente aos US$ 6 bilhões do ano passado.


