No início da semana, foram apreendidas 77 mídias contendo software pirata em cinco revendas de informática em Londrina. As informações são da Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes). A ação foi realizada pela 10ª Subdivisão Policial de Londrina. Entre as mídias, estavam 76 CDs e DVDs e um pen-drive com cópia ilegal de programas de computador.
Em Curitiba, segundo a entidade, foram apreendidas mais de 130 mídias com software pirata na última terça-feira. De acordo com o superintendente do 3º Distrito Policial de Curitiba, as apreensões são feitas conforme chegam denúncias, inclusive de uma empresa mundial de software. Conforme ele, a pirataria ainda é "muito comum", haja vista a maior viabilidade econômica.
Segundo o presidente da Abes, Jorge Sukarie, que apoia as apreensões, a pirataria de software vem diminuindo nos últimos anos. Nos anos 1980, a oferta de software pirata no Brasil era de 90%, e diminuiu para 53%, de acordo com a BSA – The Software Alliance. "Os números vêm caindo. O combate é um trabalho árduo que não pode parar."
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Informática (Sinfor) do Norte do Paraná, Gilmar Machado, hoje não há mais motivo para não utilizar software original. "As licenças eram caras. Hoje há opções de parcelamento, de compra pelo cartão do BNDES", exemplifica. Ele conta que, 10 anos atrás, uma licença para sua empresa chegava a custar R$ 1 mil e hoje pode ser adquirida por R$ 300.
"A pirataria acaba incentivando o crime organizado que está por trás, diminui o emprego e a arrecadação tributária", ressalta Sukarie.

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