Alexandre Sanches
De Londrina
O volume de exportação de softwares brasileiros cresceu na última década. Entre 97 e 98, houve um aumento de 48% nas vendas externas: saltaram de US$ 27 milhões para aproximadamente US$ 40 milhões. A meta para o ano 2002 é chegar em US$ 250 milhões. A estimativa é de Kival Chaves Weber, presidente da Softex – uma organização não-governamental criada em 1993 e que oferece assessoria para o empresário do ramo de informática que quer apostar no mercado internacional. Ele esteve esta semana em Londrina para a inauguração do Labsoftex, Laboratório de Software da Adetec/Núcleo Softex Norte do Paraná.
Atualmente, a participação do Brasil no mercado mundial de software é de 1,4% (enquanto que a América Latina toda responde por 3% e a Europa, por 27%). O gigante continua sendo os Estados Unidos, com 48% do mercado global. Weber observa que o Brasil está crescendo porque tem boas universidades que incentivam o aluno a pensar como empresário do ramo de informática.
A Softex mantém 20 núcleos no Brasil que trabalham na preparação de empresas do ramo de software para o comércio exterior, buscando linhas de crédito e apoiando a comercialização internacional. No exterior, são seis escritórios voltados a este apoio, sendo três nos Estados Unidos, um na Alemanha, um na China e um na Argentina.
No Brasil, atualmente 800 empresas estão associadas à Softex, mas somente 100 já atuam no mercado internacional. As demais ainda estão sendo estruturadas e preparadas para este mercado competitivo. No núcleo da Softex Norte do Paraná, são 48 empresas filiadas numa área que vai de Londrina a Maringá.
Weber considera os softwares brasileiros os melhores no mundo. As estatísticas mostram que o País é hoje o maior centro de desenvolvimento de software e de tecnologia de informação da América Latina, com 50% dos profissionais do mercado. Entre as vantagens brasileiras, diz ele, está a melhoria da qualidade e a flexibilidade. ‘‘Entre os nossos softwares mais aceitos internacionalmente estão os bancários. E tudo por causa de um período na nossa história em que a moeda brasileira oscilava muito e mudava constantemente. Aqui, as transações bancárias são mais rápidas e cômodas que em países da Europa ou no Estados Unidos’’, ressalta.
A Softex conta com subsídio governamental na linha de apoio às exportações. ‘‘Mas tudo é resultado de investimento privado. O país faz grande esforço para aumentar o nível de exportações brasileiras em diversas áreas. O software tem papel especial por ser um produto agregado em vários serviços, como telefonia, e em outros setores, como a indústria eletroeletrônica.

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