Softex 220 é programa modelo, diz secretário
Otimista com a participação brasileira na CeBIT 98 - Feira Mundial de Informática, Telecomunicações, Tecnologia Bancária e de Escritórios, que reúne 7.200 expositores e mais de 700 mil visitantes de cem paises até amanhã, aqui em Hannover, o Secretario Nacional de Informática e Automação, Roberto Pinto Martins, fez uma enfática defesa do Programa Brasileiro de Software para Exportacão, o Softex 2000, que organiza a participação brasileira nesta feira pelo quarto ano consecutivo.
Até 1990 o Brasil foi um País essencialmente importador de tecnologia - argumenta o titular da Sepin. O Softex é um marco não apenas por ser pioneiro na exportação de produtos com conteúdo tecnológico, mas também por conseguir integrar diversos ministérios, setores acadêmicos e empresariais e ainda criar bases sólidas em comunidades que dele participam.
Para o doutor em Telecomunicações pela Unicamp, com passagens por empresas e pelo CPQD até chegar ao Ministério da Ciência e Tecnologia em 1984, onde assumiu a direção da Sepin há seis meses, os resultados do Programa vão aparecer a longo prazo, porque estamos lidando com uma mudança de cultura, é como um processo educacional -sustenta.
Mas ele próprio se supreende com a velocidade das mudancas: Em 1994 nós não tinhamos praticamente nada, hoje temos mais de 1 mil empresas associadas ao Programa, 20 nícleos estruturados no País, escritórios no exterior, todos com o mesmo objetivo, de pensar e articular a participação no mercado externo, é uma mudança impressionante - diz Roberto Martins.
Para ele, o Brasil está no caminho certo, assim como o Ministério da Ciência e Tecnologia, onde o Softex é um dos três programas prioritários, mas os investimentos terão que continuar, especialmente na capacitação dos técnicos e empresários brasileiros. Todos os países do mundo já perceberam que a globalização é irreversível, todos estão lutando, mas nem todos conseguirão adaptar-se à nova realidade - raciocina Martins.





