O presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Veronesi, afirma que os repasses de ICMS para o município são consequência de "uma escolha da cidade pela não industrialização" por cerca de três décadas. Isso, diz, fez com que as indústrias se instalassem em outras localidades da Região Metropolitana de Londrina (RML), como Cambé e Rolândia.
Segundo Veronesi, a atual gestão municipal busca reverter essa tendência, "não deixando (a empresa) que está aqui mudar-se para outro lugar e melhorando as condições para atrair investimentos". Como condições, lista a aprovação do Plano Diretor, com a atualização da Lei de Zoneamento, em 2013, a aprovação de zonas industriais e criação de parques industriais. Como resultado, o presidente da Codel cita levantamento da revista Exame que coloca Londrina na 25ª posição entre as melhores cidades para fazer negócio. "Mas estamos saindo atrasados", lamenta.
Quando Veronesi cita a "escolha da cidade", refere-se à política de desindustrialização promovida por gestores passados que viam Londrina como um polo prestador de serviços ou, quando houve gestão com perfil diferente, o estouro de escândalos e cassação de políticos por suspeita de corrupção também afastava investidores. "Isso criou uma RML mais industrializada que nós", diz.
Conurbada com Londrina, Cambé receberá em 2017 R$ 547 de ICMS por habitante, de acordo com os dados fornecidos pelo Tribunal de Contas (TC) do Estado.

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