A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) aprovou o pacote de medidas divulgado ontem pelo governo federal que visa aumentar a competitividade das indústrias do País nos próximos anos.

Depois de muita pressão, o setor industrial obteve medidas de estímulo como a desoneração da folha de pagamento de diversos setores, aumento da oferta de crédito, medidas de defesa comercial para inibir os importados e um novo regime automotivo - válido de 2013 a 2017 - que terá regras de habilitação que incluem, por exemplo, maior investimento das montadoras na indústria nacional.

De acordo com Edson Campagnolo, presidente da Fiep, o governo tinha consciência de que a crise ''estava batendo na porta''. Vale lembrar que no ano passado a indústria foi o setor da economia que menos cresceu. Para este ano, a meta do ministro da Fazenda, Guido Mantega, é fechar com um Produto Interno Bruto (PIB) 4,5% maior que 2011. ''O governo foi sensível e de encontro com as nossas expectativas'', relatou Campagnolo, que esteve ontem em Brasília durante a divulgação do pacote.

O pacote de ajuda à indústria custará R$ 60,4 bilhões para o governo em 2012, segundo o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Desse montante, a maior quantia virá dos R$ 45 bilhões que o Tesouro emprestará ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

As reduções de tributos farão o governo deixar de arrecadar R$ 3,1 bilhões neste ano. Barbosa explicou que a conta inclui as desonerações para a linha branca (eletrodomésticos) e alguns tipos de materiais de construção e a da folha de pagamento para 15 setores de indústria, que terão impacto de R$ 4,9 bilhões nas receitas do governo.

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