Socorro à Argentina será definido até o fim do mês
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sexta-feira, 17 de novembro de 2000
France Presse De Buenos Aires 
O primeiro-vice-diretor-gerente do FMI, Stanley Fischer, disse que antes do fim do mês estará definido o pacote de ajuda financeira à Argentina, desde que o governo consiga obter o apoio das províncias e da oposição para as medidas econômicas anunciadas na sexta-feira, informou a edição de ontem do jornal argentino Clarín. Se pudermos fechar as negociações até o fim do mês, estará bem, acrescentou Fischer. Não queremos demorar, indefinidamente, afirmou Fischer à imprensa argentina.
Anteontem à noite, o governo argentino conseguiu aprovação das províncias, a maior parte do partido de oposição justicialista, para a proposta de congelamento até 2005 de seus gastos. A proposta que obteve aprovação inclui congelamento também dos gastos federais.
Em contrapartida, o governo se comprometeu a ampliar em US$ 225 milhões os recursos destinados aos programas sociais. Ficaram pendentes a aprovação das propostas de congelamento do repasse de recursos às províncias e das reformas no sistema de previdência social. Para chegar a um entendimento em relação ao congelamento da co-participação federal, as províncias querem que, caso haja elevação na arrecadação tributária, os recursos adicionais sejam repassados na mesma proporção.
Com isso, espera-se que ainda esta semana o FMI possa anunciar a ajuda financeira de US$ 10 bilhões a US$ 14 bilhões que o mercado especula há mais de uma semana. O chefe de gabinete foi o principal negociador do governo com as províncias. O ponto principal do acordo se refere ao congelamento dos gastos primários até 2005.
GrevesAs duas centrais sindicais argentinas marcaram greves para a próxima semana, em protesto contra a política econômica do governo do presidente Fernando de la Rúa. Segundo a Dow Jones, as greves foram programadas para coincidir com a presença de uma equipe do FMI no país. A CGT marcou sua greve para começar à meia-noite do dia 24 (23h da quinta-feira que vem em Brasília). A central dissidente da CGT, formada em março deste ano, está convocando uma greve de dois dias, a começar ao meio-dia do dia 23 (11h em Brasília).


