''As negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) terminaram e agora falta a decisão política, que é um assunto inescrutável. Mas a sensação que existe é que lá para o fim de semana será anunciada a ajuda. A quantia, por enquanto, não se sabe. Tudo é muito hermético''. Esta declaração, do ex-candidato presidencial argentino do Partido Justicialista (mais conhecido como ''Peronista), Eduardo Duhalde, somadas às declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Paul O'Neill, de que confia no retorno da estabilidade argentina, contribuíram para tranquilizar os mercados em Buenos Aires e no Brasil.
Duhalde, ex-vice-presidente e ex-vice-governador da província de Buenos Aires, está em Washington acompanhando de perto as negociações da equipe econômica argentina com o FMI, que tem o objetivo de conseguir uma ajuda extra entre US$ 6 bilhões e US$ 9 bilhões, com a qual o governo pretende reforçar as enfraquecidas reservas do Banco Central. Além das declarações de O'Neill e Duhalde, existe expectativa de que o Grupo dos Sete (G-7), que reúne os países mais ricos do planeta, respaldarão a Argentina, para que tenha ajuda.

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