O grupo argentino Socma fez nova proposta para a compra do controle da Chapecó e anunciou a disposição de assumir a direção dos negócios em 48 horas. O grupo sugere que alguns dos credores se transformem em acionistas do novo projeto da empresa. A proposta foi encaminhada ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Os argentinos tentam acabar com as resistências de alguns bancos, principalmente o Bozano Simonsen. No BNDES, que coordena a operação de recuperação da Chapecó, há a certeza de que um novo comprador não será encontrado agora e que a situação da empresa se agrava a cada dia que passa, com a dívida de US$ 310 milhões aumentando com os juros. Executivos do BNDES acham que o negócio estará concretizado até a próxima semana.
A nova proposta do Socma se deveu ao fato de que alguns credores haviam recebido mal a proposta inicial, que pedia perdão parcial da dívida de US$ 310 milhões e que previa a injeção de US$ 150 milhões. O BNDES aprovou a proposta, mas começou a encontrar dificuldades com alguns credores, principalmente o Bozano,Simonsen, que anteriormente havia sido contatado pela Família Denes - que controlava a Chapecó - para encontrar um comprador.
Há grande expectativa por parte de avicultores de Cascavel e Xaxim (SC), fornecedores e credores da Chapecó. Eles estão praticamente paralisados e acumulando prejuízos. Por esta razão, o presidente do BNDES, Luis Carlos Mendonça de Barros - também presidente do Conselho de Administração da Chapecó - classifica o caso como problema social.

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