Sócio da Daslu é liberado pela PF
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segunda-feira, 18 de julho de 2005
Marcelo Godoye Laura Diniz<br>Agência Estado 
São Paulo Depois de cinco dias presos, Antônio Carlos Piva de Albuquerque, irmão e sócio de Eliana Tranchesi, dona da Daslu megaloja de artigos de luxo , e Celso de Lima, proprietário da Multimport e da exportadora Horace, foram soltos na madrugada de ontem, da sede da Superintendência da Polícia Federal, na Lapa, em São Paulo. Os empresários saíram da carceragem pouco depois do término do prazo da prisão temporária decretada pela 2 Vara da Justiça Federal. A empresária, que também foi presa na última quarta-feira (13) durante a Operação Narciso, da PF, já havia sido solta no mesmo dia, após ter ficado 11 horas presa.
O procurador da República Matheus Baraldi Magnani disse ontem que agora o Ministério Público Federal (MPF) vai aguardar os laudos da Receita Federal sobre a documentação apreendida durante a operação na Daslu e em outros 35 lugares revistados em quatro Estados. Segundo ele, apesar das contradições dos depoimentos dos investigados e do que disseram na acareação feita no sábado, a manutenção da prisão temporária não era mais necessária.
Isso vale também para o empresário Cristian Polo, dono da empresa By Brasil, de Santos. Ele teve a prisão decretada, mas não foi localizada pela PF. Segundo o procurador, a By Brasil vendia a maioria de suas importações para a Daslu. Daí, a razão de se apurar a possibilidade de ela ser usada como fachada para compras. A Operação Narciso investiga um suposto esquema de fraude fiscal em cascata. Segundo a Receita e o MPF, a Daslu importava mercadorias por meio de empresas de fachada.
O senador baiano Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) visitou ontem a Daslu, para prestar solidariedade à empresária Eliana Tranchesi. ACM, que é cliente antigo da butique de luxo e foi às lágrimas na tribuna do Senado no dia da prisão da empresária, disse estar muito preocupado com a não observância do processo legal durante a Operação Narciso. O senador almoçou com Eliana e um dos advogados dela, Rui Fragoso, depois ficou cerca de 40 minutos na loja. Circulou, mas não comprou nada. Amigos contaram que Eliana ficou feliz com a visita, mas ainda está ''muito chateada''.


