Sem ter bens para oferecer como garantia, muitos microempreendedores individuais (MEIs) e micros e pequenas empresas (MPEs) não conseguem acessar as linhas de crédito oferecidas pelos agentes financeiros. Para solucionar esse problema e orientar os empreendedores, o Sebrae está fomentando a criação das Sociedades de Garantia de Crédito (SGCs) no Paraná.
Duas delas já estão funcionando: a Garantioeste, com sede em Toledo, e a Garantisudoeste, em Francisco Beltrão. Uma terceira, a Noroeste Garantias, que terá sede em Maringá, está aguardando a liberação de recursos para iniciar suas operações ainda neste ano. Já as das regiões de Londrina e Guarapuava só devem sair em 2012.
As SGCs são associações de empresas que mantêm um fundo garantidor de crédito. O coordenador estadual de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae/PR, Flavio Locatelli Junior, explica que a instituição oferece a elas um aporte inicial de R$ 2 milhões para darem início a esses fundos.
''Quando precisam de financiamento, os pequenos empreendimentos enfrentam dificuldades porque não têm bens para oferecer como garantia. Eles têm de recorrer a um fundo garantidor convencional e isso representa mais custo'', afirma.
Segundo Locatelli, a SGC se diferencia dos fundos tradicionais porque, além de servir como avalista, ela faz a orientação de crédito para seus associados. ''A entidade vai estudar o caso de seu associado e ajudá-lo a definir a melhor opção'', alega.
O fato de a sociedade reunir diversos empreendedores também favorece a negociação com o agente financeiro, garantindo acesso mais fácil e taxas mais baixas. ''O custo do banco também diminui já que ele não tem mais de fazer a análise dos candidatos ao crédito. E se o tomador do dinheiro não pagar, a SGC paga'', ressalta.
Embora já consolidadas na Europa há mais de 40 anos, as organizações deste tipo estão chegando ao Brasil agora. ''Até 2008, só havia a GarantiSerra, do Rio Grande do Sul'', conta ele.
Além do aporte inicial de R$ 2 milhões, o Sebrae também apoia as entidades, nos seus primeiros 30 meses, custeando metade de suas despesas operacionais. ''Oferecemos ainda 100% da assistência técnica'', destaca.
Em Londrina
O presidente em exercício da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flávio Balan, afirma que, ''no mais tardar até março de 2012'', a cidade já contará com sua SGC. ''Até outubro, teremos toda a parte documental concluída'', afirma.
De acordo com ele, além dos R$ 2 milhões que serão aportados pelo Sebrae, o Sicoob já demonstrou interesse em ser parceiro do projeto. ''Acho que vai entrar com pelo menos R$ 500 mil'', acredita. Sicredi e Unicred são outros parceiros em potencial.

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