Sociedade também lucra com PSA
Defensor da causa ambiental no Paraná, o deputado estadual Luis Eduardo Cheida (PMDB) concorda que o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é uma das chaves para resolver toda esta discussão. Ele concorda que o mais importante do que votar o Novo Código Florestal é o Governo Federal instituir o sistema de PSA.
Para o deputado, as áreas designadas para Reserva Legal ou APPs são propriedades privadas dos produtores, que terão que abrir mão de sua utilização em prol de toda a sociedade. ''Por isso, a sociedade deve ressarcí-los de alguma maneira. No meu entendimento, isso resolveria o problema do Código Florestal Brasileiro, pois naquele local o produtor está abrindo mão de realizar alguma atividade econômica''.
Um bom exemplo que já acontece no Paraná é o Projeto Oásis, de Apucarana. Mais de 130 produtores da região recebem entre R$ 99 e R$ 562 mensais por preservarem nascentes, minas e matas ciliares. ''Um dos grandes exemplos desse modelo é a Costa Rica. Não haveria necessidade de toda essa discussão caso estes pagamentos fossem realizados. A responsabilidade de preservar é de toda a sociedade, nada mais justo do que remunerar os produtores'', salienta Jorge Nishikawa, presidente do Sindicato Rural Patronal de Apucarana. (V.L.)





