A Sociedade Rural de Londrina (SRP) promoveu na noite de anteontem uma festa para comemorar os 70 anos da entidade, que participou ativamente da política estadual, municipal e do debate por melhorias no setor do agronegócio nacional. O evento reuniu cerca de 700 pessoas, no Espaço Villa Planalto, e contou com a participação de autoridades e representantes de entidades do setor.
Fundada em 17 de junho de 1946 por um grupo que incluía pioneiros de Londrina, a SRP já teve três ex-presidentes que se tornaram prefeitos da cidade, vereadores, deputados e um senador, além de contar com representantes à frente da Secretaria de Estado da Agricultura e de órgãos como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Também atuou para a fundação do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e é a organizadora da ExpoLondrina, a maior feira de agropecuária do País, desde 1955.
O atual presidente da SRP, Moacir Sgarioni, afirma que a história da entidade se confunde com a do Município. "Londrina tem 82 anos e a Rural tem 70. A melhor história que pode se dizer sobre a entidade é que muitas das lideranças que impulsionaram a cidade eram sócios da Rural", diz.
Foram ex-presidentes da entidade e prefeitos de Londrina Hugo Cabral, de 1947 a 1951, Antonio Fernandes Sobrinho, de 1955 a 1959, e Alexandre Kireeff, que está à frente do Executivo desde 2013. "É uma entidade muito respeitada na cidade, com história importante de contribuição para o País e que nos orgulha pela atuação e por internacionalizar o nome de Londrina ano a ano, com a organização da ExpoLondrina", cita Kireeff.
Além da defesa do agronegócio, a SRP participou das negociações para a criação da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e da Embrapa Soja, entre outras, que Sgarioni define como "patrimônios do Paraná e do Brasil". Foi também um pioneiro da cidade e fundador da SRP, Celso Garcia Cid, o responsável pela primeira importação de gado zebu da Índia, em 1960. "A política nacional de melhoramento genético surgiu em 1964 por sugestão da Rural, quando Paulo Pimentel, então secretário da Agricultura, adotou a ideia de que o Estado forneceria o reprodutor para as vacas de produtores que abrissem mão de touros sem qualidade, que hoje é algo proposto pela FAO", conta o atual presidente da entidade, ao citar a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês).
Para os próximos anos, Sgarioni afirma que a SRP terá como maiores desafios a articulação do debate acerca de maiores preços mínimos para produtos agropecuários, de mais recursos para o Plano Safra, de defesa da política pelo direito à propriedade e de mudanças nos planos sobre reforma agrária. "É uma defesa de classe, mas defendendo a produção do País, até o consumidor final", cita o presidente da entidade.
Homenagens
Na festa de 70 anos, a SRP homenageou 70 empresas, instituições ou personalidades, entre elas a Folha de Londrina, por sua contribuição para o setor. Oswaldo Militão, colunista do jornal, também recebeu homenagem, assim como autoridades como o governador Beto Richa e o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.
Outros homenageados foram o presidente do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Florindo Dalberto, e do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Rubens Ernesto Niederheitmann. Ainda estiveram na festa o senador e ex-governador Alvaro Dias, o ex-governador do Paraná Paulo Pimentel, além de deputados, empresários, dirigentes e integrantes da SRP.

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