Curitiba - O tema de maior interesse dos participantes do Congresso Paranaense da Indústria - que terminou ontem em Curitiba - foi a gestão das empresas. Para 30% das pessoas que estiveram no evento, melhorar a gestão das empresas para garantir ganhos de produtividade e permitir a sobrevivência num ambiente econômico adverso é o grande desafio do setor industrial.
  Esta foi a principal conclusão do congresso. ‘‘As empresas precisam ter ganhos de produtividade para compensar a política econômica desfavorável’’, disse o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures. De acordo com ele, o excesso de burocracia, de impostos e o câmbio desvalorizado são fatores apontados como negativos para as empresas.
  O painel sobre Gestão das Empresas foi o que atraiu maior número de congressistas reunindo 750 participantes. O segundo mais concorrido foi o da Agroindústria e Indústria Alimentar com 650 pessoas.
  Para Loures, a política econômica do governo federal atende os interesses do sistema financeiro, por isso, há recessão na economia. Para ele, uma das formas de as empresas se tornarem mais produtivas é através da inovação. Por isso, uma das propostas aprovadas no congresso foi a dinamização do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP).
  O congresso teve a participação de 2 mil pessoas, 75% do setor empresarial, com representação de todos os segmentos industriais, de serviços e comércio e 25% de representantes do governo e organizações não governamentais. Entre os participantes, 70% vieram da Região Metropolitana de Curitiba e 30% do interior.
  Os temas de maior interesse foram gestão, comércio exterior, política industrial e inovação, micro e pequena indústria e educação. Os debates setoriais com maior participação foram agroindústria e alimentos, eletroeletrônico e metal-mecânico. As principais propostas e reivindicações aprovadas referem-se à política econômica, política industrial, estratégias empresariais e ação política empresarial.
  Durante o congresso também foi lançada a Rede de Mobilização Política Empresarial que vai utilizar um site para a discussão e proposição de mudanças que serão encaminhadas em forma de documento consolidado para os políticos. Por meio dela será possível contribuir para a formulação da Agenda Estratégica que o Brasil requer. Com isso, haverá mais informações e elementos para que a população possa fazer melhores escolhas na hora de votar nas eleições deste ano.
  Para Loures, no Brasil falta qualidade em educação, saúde e segurança (tanto jurídica como pública). Ele defende que todos os cidadãos participem para que ocorram mundanças na política nacional. ‘‘As mudanças só vão acontecer se a sociedade se mobilizar‘‘, disse.
  A Fiep ainda divulgou ontem a Agenda para uma Reforma Política. Além disso, comentou que há a Agenda Estratégica para o Brasil para a qual os empresários devem contribuir com sugestões. ‘‘As empresas têm uma força que não está sendo aproveitada para fins políticos‘‘, afirmou.

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