Sobrevivência empresarial depende de educação
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sexta-feira, 27 de maio de 2005
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Não é mais um luxo, mas uma necessidade: empresa que não investe na educação de seu pessoal está fadada a perder competitividade. No Brasil, 120 grandes empresas já acordaram para essa realidade e implantaram suas próprias ''universidades corporativas''. Em entrevista concedida à Folha, ontem, a professora e consultora paulista Marisa Éboli deixou claro que, longe de ser um modismo, a educação corporativa é um movimento que só tende a crescer.
Doutora em administração e autora do livro ''Educação Corporativa no Brasil: mitos e verdades'', Marisa foi uma das palestrantes convidadas para o 18º Encontro dos Comitês Educativos do Sistema Unimed, que termina hoje no Iate Clube de Londrina. Antes de mais nada, a professora explica que a educação corporativa é um sistema de formação, capacitação e desenvolvimento de pessoas pautado pelo conceito de competências. A grande diferença em relação aos tradicionais ''centros de treinamento'', esclarece Marisa, é que esse tipo de educação não está focado nas carências individuais de cada cargo, mas nas estratégias da empresa para se diferenciar no mercado.
''Um dos princípios do sucesso da educação corporativa é a parceria, não só com instituições de ensino e pesquisa, consultorias, mas com lideranças da própria empresa. O importante na hora de se fazer a concepção do projeto é ponderar quem são os seus possíveis parceiros para aquele elenco de competências que você definiu'', diz Marisa.
A educação corporativa não está atrelada às salas de aula tradicionais. A professora ressalta que as empresas podem adotar diversas soluções de aprendizagem, como ensino à distância, palestras, encontros com lideranças, visitas técnicas e até estágios no exterior. Ela cita o exemplo da Embratel, que desenvolveu um projeto predominantemente virtual. O sistema defendido por Marisa também foge da noção de ''educação concluída''.
''A idéia é um sistema de educação estratégico, continuado, permanente. Claro que há programas específicos para quem está entrando na empresa, mas o profissional que queira se manter com valor de mercado terá que continuar se capacitando para o resto da vida'', frisa.


