Os representantes da indústria de São Paulo receberam com alívio o anúncio do socorro do Fundo Monetário Internacional (FMI) à Argentina. O setor acredita que o país vizinho ganhou uma sobrevida e, com isso, melhores condições de implementar as reformas necessárias e conseguir atingir o déficit fiscal zero. O temor de que a Argentina venha a decretar moratória, no entanto, não foi completamente afastado. ''Vamos ter um período de paz, com um fim de ano um pouco mais tranquilo'', afirmou Luiz Carlos Delben Leite, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). ''O risco de moratória não está afastado, mas o acordo foi muito importante'', avaliou o deputado federal Carlos Eduardo Moreira Ferreira (PFL-SP), presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para ele (foto), o país vizinho tem agora é que cumprir as metas fiscais já acertadas. ''E isso não é fácil'', disse.

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