Sobram imóveis para alugar no litoral
Nos últimos dias, as imobiliárias decidiram baixar o preço dos imóveis no litoral do Estado para os veranistas que ainda estão sem programação para passar o último réveillon antes do ano 2000. Ao contrário do que a maioria dos corretores imaginava, a procura por uma casa ou apartamento nas praias paranaenses não foi tão intensa. Muitas pessoas fizeram outros planos para passar a virada do ano com medo de encontrar aluguéis muito caros e praias superlotadas.
Os veranistas se assustaram com os preços anunciados entre os meses de setembro e outubro. Os proprietários dos imóveis chegaram a aumentar em até 50% o aluguel, na ânsia de faturar alto com a ‘‘virada do milênio’’. Como não conseguiram fechar negócio, agora estão baixando os preços na mesma proporção e velocidade.
Segundo a responsável pelo setor de locação da C.R.Imóveis de Guaratuba, Alair Colle Subtil, ainda estão fechados 25% dos apartamentos e casas colocados para alugar neste final de ano. ‘‘Tem muita coisa ainda. Quem não fez planos para o Ano Novo pode vir para o litoral que vai ter lugar’’, garantiu Alair. Ela disse também que os donos dos imóveis não estão mais tão exigentes. Há um mês eles só queriam alugar por períodos fechados de 10 dias, mas agora concordam com temporadas mais curtas de uma semana ou até quatro dias.
Os preços também recuaram. A maioria dos imóveis está sendo alugada pelos mesmo valor cobrado no verão do ano passado. Há casas, entretanto, que ficaram 50% mais caras, mas estas foram alugadas até a segunda quinzena de novembro. ‘‘Neste ano a gente percebeu que as pessoas preferiram casas maiores para poder dividir o aluguel. As casas com quatro quartos, por exemplo, foram mais fáceis de alugar’’, afirmou Alair.
Assim como a imobiliária C.R, a J.R. Imóveis de Matinhos corre atrás dos inquilinos para o Ano Novo. ‘‘Se criou uma expectativa muito grande em cima da virada do milênio, mas ela não se concretizou e por isso há bastante oferta’’, afirmou o dono da imobiliária Hilário Inácio Reichert. Ele avalia que entre 25% e 30% das casas ofertadas ainda estão fechadas.
A J.R. pegou cerca de 400 imóveis para alugar e conseguiu inquilino para 70%. ‘‘No ano passado, nesta época, já estava tudo alugado’’, disse Reichert. Ao contrário de anos anteriores, houve maior número de oferta de imóveis para locação. (Carmem Murara, de Curitiba)

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