Algumas instituições financeiras já começaram a repassar aos consumidores a elevação do custo de captação do dinheiro devido à alta da Selic – taxa básica referencial de juros da economia – em 1,5 ponto porcentual, para 18,25% ao ano, ocorrida há duas semanas. No cartão de crédito, especificamente, alguns bancos já atualizaram suas tabelas de juros para a utilização dos serviços do crédito rotativo, parcelamento, juros sobre o saque e juros por atraso.
Segundo pesquisa realizada pela Agência Estado no dia 29 de junho, a alta das taxas foi promovida pelos bancos Sudameris, Banco Cidade, Banespa e Real ABN Amro Bank. As demais instituições não anunciaram novas taxas, mas isso não quer dizer que esta possibilidade esteja descartada no curto prazo.
O Banco Cidade elevou os juros de seus cartões de 6,50% para 6,70% ao mês em todos os serviços. Já o Sudameris elevou os juros de 8,80% para 9,90% ao mês no saque. No rotativo e juros por atraso, a mesma elevação ocorreu nos cartões Sudameris Classic.
No Banespa, os juros dos cartão Gold subiram de 4,20% para 6,0%. No cartão Classic e Visa Fácil os juros subiram de 9,15% para 9,95% ao mês. Essa elevação ocorreu no rotativo, juros por saque e por atraso. Já no Real ABN Amro Bank, os juros por atraso subiram de 11,90% para 12,40% ao mês. No rotativo e no saque, os juros subiram de 10,90% para 11,40% ao mês.
Com as alterações promovidas, a taxa média nos juros por atraso foi de 9,17%, um pouco acima dos 9,09% registrados em maio. No rotativo, a taxa média ficou em 9,40%, acima dos 9,30% referente a maio. Já a taxa média de juros do parcelamento apresentou pequena queda: de 6,66% em maio para 6,62% em junho. A taxa média de juros cobrado no saque apresentou a maior elevação. Em maio, a taxa estava em 9,07%, enquanto em junho o porcentual registrado pulou para 9,48%.
A alta verificada nas médias das taxas de juros dos cartões de crédito, como as demais taxas de juros do mercado, segue o movimento da taxa básica de juros da economia – Selic – , que foi elevada pela quarta vez dia 20 de junho.
Com o novo nível em 18,25% ao ano, além do aumento no custo de captação do dinheiro pelos bancos, o que deverá ser parcialmente repassado ao bolso do consumidor, o nível de inadimplência também deve aumentar, o que pressiona ainda mais as taxas de juros do crédito para pessoa física.

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