São Paulo - Mais popular alternativa de crédito à educação superior, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) sofreu restrições orçamentárias neste ano em meio à crise fiscal do governo. As regras para a solicitação ficaram mais rígidas e o prazo para requerer novos pedidos de financiamento acabou em 30 de abril - com exceção de renovações. Segundo o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, haverá neste ano nova chamada para o Fies, mas os juros, hoje de 3,4% anuais, devem subir.
"O Fies é de extrema importância. Dos 6,5 milhões de estudantes matriculados no país, 2,1 milhões têm contratos com o Fies", diz Amábile Pacios, presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep). O MEC e o setor privado trabalham com um teto de até 150 mil vagas.
Diante do acesso mais restrito ao crédito, as faculdades buscam alternativas no setor privado para garantir que os estudantes consigam pagar suas mensalidades.
A Fundaplub, que financia 50% de crédito universitário e o estudante paga os outros 50% durante o curso, teve alta de 300% na procura por informações sobre crédito educativo nos primeiros meses deste ano na comparação com 2013.
Desde o início do programa, em 2006, mais de 50 mil alunos já utilizaram o Pravaler, programa que financia até 100% da mensalidade, com contratos semestrais, somando mais de R$ 1 bilhão em financiamento. Entre abril e maio de 2015, o programa cresceu sete vezes em relação ao mesmo período do ano passado.

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