A Portaria nº 508 do Ministério das Comunicações, que restringe a transferência de titularidade da linha a partir de 1º de novembro, não deve provocar de imediato variações expressivas no preço das linhas negociadas no mercado livre nem no aluguel, mas no prazo de um ano os telefones transferíveis deverão estar valorizados, assim como a locação.
Segundo os profissionais do mercado, nos próximos meses, a maioria das linhas disponíveis ainda vai continuar podendo ser vendida pelo menos uma vez. Por conta disso, o ritmo das atividades do setor não deve ser alterado. Quem for comprar o telefone sem a intenção de revendê-lo não tem motivo para adiar o negócio, já que poderá transferir a titularidade da linha para o seu nome.
Mas, com o passar do tempo, o número de linhas transferíveis deverá diminuir gradualmente. Como o mercado deve continuar comprando e vendendo linhas após 1º de novembro e quem fizer a aquisição após essa data não poderá mais transferir a titularidade da linha, em um ano quase todas as linhas disponíveis no mercado deverão estar enquadradas na categoria de intransferíveis.
Essa situação vai mexer com o mercado de aluguel porque o telefone cuja titularidade não puder ser mudada será direcionado para a locação, que exige apenas a transferência de endereço para que o negócio seja efetivado. Com isso, haverá um aumento na oferta de linhas para a locação, o que não deverá baixar os preços porque é esperada também uma explosão da demanda por esse tipo de serviço. É que o aluguel de linhas passará a ser uma das únicas formas de ter acesso ao serviço telefônico no País.

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