FORTALEZA - Já são 52 os bebês recém-nascidos mortos na Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), em Fortaleza. Anteontem morreram duas crianças, e ontem de manhã, mais uma. O reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Roberto Cláudio Bezerra, ao qual está vinculada a MEAC, esteve reunido ontem com o vice-governador do Ceará, Moroni Torgan, e o diretor geral da MEAC, Francisco Chagas de Oliveira, para discutir o problema.
No encontro, ficou decidido que o governo do Estado irá financiar nos próximos seis meses a compra de equipamentos e custeará a ampliação do quadro de pessoal para reduzir os índices de mortalidade da Maternidade.
Para avaliar os recursos necessários, está sendo formada uma equipe multidisciplinar, envolvendo pessoal da Secretária de Saúde e da Universidade Federal, que irá apontar todas as necessidades urgentes da MEAC.
Após o encontro, o reitor da UFC reafirmou o seu apoio à direção da MEAC. Bezerra afirmou que em nenhum momento os dirigentes da instituição poderiam ser responsabilizados pela elevação dos números de casos fatais registrados. Para ele, há uma deficiência crescente em toda a área de atendimento natal e pré-natal do Estado, o que elevou o volume de trabalho dos profissionais da MEAC. ‘‘Hoje, por conta da deficiência da rede hospitalar pública e privada, a MEAC trabalha além de 100% da sua capacidade, fazendo com que caia a qualidade dos serviços prestados’’. Segundo o reitor, o número de partos de risco da Maternidade aumentou de 16% para 30% sobre o total nos últimos meses. ‘‘Cerca de 35% dos casos atendidos na Maternidade são de outros municípios do Estado’’, declarou Bezerra.

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