O choque no juro básico da economia não deixou ileso o segmento de turismo. As empresas do setor, que apresentavam forte expansão de vendas, foram obrigadas a dar uma segurada nas promoções de viagem.
Até a decisão do governo de elevar os juros, era possível financiar um pacote de viagem em até 21 parcelas e, muitas vezes, sem juros. Para dificultar ainda mais, as companhias aéreas, que também já estavam vendendo passagens em até seis prestações sem juros, agora só vendem à vista ou cobram taxas que variam de 2% a 2,7% ao mês.
De acordo com a Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav), as operadoras começaram a cobrar juros de 5% ao mês, em média, no financiamento de pacotes turísticos, o que não ocorria. No caso dos pacotes internacionais, os juros médios não passam de 2,5% ao mês.

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