Com nova alteração na tarifa, as contas telefônicas sobem em média 8,3%, segundo cálculos da Telesp. Esta é a segunda e última etapa do realinhamento das tarifas iniciado no fim de 1995. Em São Paulo, a assinatura residencial sobe nada menos que 270%. De R$ 3,73 para R$ 13,82. Em abril, outros serviços já haviam sido reajustados. O pulso local e regional subiu 60%, de R$ 0,05 para R$ 0,08, e a ficha, 20%, de R$ 0,05 para R$ 0,06.
Os usuários de telefones públicos também precisam de maior quantidade de fichas para a mesma ligação: a duração da ficha telefônica diminuiu de três para dois minutos. O realinhamento não provocou apenas alta nos preços dos serviços. Alguns deles recuaram. Em abril, a tarifa das ligações internacionais teve corte de 17% em média. Agora fica 32% mais barato em média fazer ligações interurbanas.
Todo esse sobe-e-desce das tarifas faz parte da preparação do setor para a privatização. É o que o governo chama de eliminação dos ‘‘subsídios cruzados’’. As tarifas das ligações internacionais, por exemplo, eram mais caras que no exterior para compensar o baixo preço (subsidiado) das ligações locais.
A adequação de tarifas aos custos de operação do serviço, no caso, é condição necessária para que as empresas do setor atraiam maior interesse na privatização. Se for criterioso no uso do telefone, o consumidor reduzirá o impacto do aumento da taxa de assinatura e do pulso.

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