Milão, Itália - O maior grupo industrial do automóvel na Itália, a Fiat, está a beira da falência, segundo dirigentes do sindicato dos metalúrgicos Fiom-CGIL, e na imprensa aparece rumores de demissão de 10 mil funcionários.
Para o secretário da Fiom-CGIL, Gianni Rinaldini, é preciso que seja convocada uma mesa de negociação e pedida ajuda pública para salvar o grupo. ''Com o novo plano industrial não se consegue mudar o futuro do grupo'', disse o líder sindical em coletiva à imprensa.
Segundo rumores na imprensa, o novo plano de reestruturação, que será apresentado no próximo dia 26, demitirá entre 8 mil e 10 mil pessoas, principalmente no exterior, e deverá contar com uma recapitalização de quatro bilhões de euros.
Os cortes afetarão principalmente as sucursais da CNH Global (maquinário agrícola) e a fábrica de Bombaim, na Índia.
Segundo os jornais, as fábricas na Itália não serão atingidas. O sindicato denunciou o grande endividamento do grupo, que deve pagar entre 2003 e 2007, 10,8 bilhões de euros em obrigações (32 bilhões de dólares).
O sindicato, que encomendou para uma empresa especializada a revisão das contas da Fiat, considera que a partir de 2004 o grupo vai entrar em estado de déficit total, já que não poderá pagar suas dívidas.
O Fiom acredita que a família Agnelli, acionista majoritária, assim como a atual direção da empresa, ''não estão em condições de garantir um futuro para a Fiat', e pede que o grupo ''mude de mãos''.

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