Dólar reverte queda e volta a encostar em R$ 3,90

Moeda norte-americana fechou o dia com alta de 0,21%
O dólar voltou a subir e encostar na casa dos R$ 3,90 na tarde desta quinta-feira (12), após operar desde a abertura em queda, acompanhando o movimento da moeda norte-americana ante as divisas de emergentes. O dólar à vista fechou a sessão em alta de 0,21%, a R$ 3,8837. O Banco Central fez apenas o leilão tradicional de rolagem de swaps que vencem em agosto, mas não houve novamente a intervenção extraordinária. Já são 14 dias úteis sem novas ofertas de swap (venda de dólar no mercado futuro) e 11 dias sem leilões de linha (venda de dólar à vista com compromisso de recompra). Na mínima do dia, a moeda dos EUA chegou a cair para R$ 3,83 e foi só no meio da tarde que virou, chegando a bater na máxima de R$ 3,9022.

Sob influência externa, Bovespa tem alta de 1,96%
Ao contrário do dólar, o risco Brasil medido pelo Credit Default Swap (CDS) de cinco anos, derivativo de crédito que protege contra calotes na dívida soberana, operava em baixa, a 246,52 pontos-base, ante 252,9 do fechamento de quarta-feira (11). A melhora da percepção de risco nos mercados internacionais teve efeito direto sobre o Índice Bovespa, que minimizou ruídos do cenário doméstico e terminou o dia em alta significativa, de 1,96%, aos 75.856,22 pontos. O pregão foi marcado por forte valorização de ações do setor financeiro e de commodities, com indícios de ingresso de recursos externos, segundo avaliação corrente nas mesas de negociação. Os negócios somaram R$ 9,6 bilhões. As altas das bolsas da Europa e de Nova York foram determinantes para o bom desempenho da Bolsa brasileira.

Papéis do setor financeiro e commodities são destaque
Na Bovespa, as ações do setor financeiro repetiram os ganhos da véspera e subiram em bloco, com altas de até 5%. As units do Santander terminaram o dia com alta de 5,64%, seguidas por B3 ON (+3,04%), Bradesco PN (+2,93%) e Banco do Brasil ON (+1,91%). Também foram destaque os papéis ligados a commodities, como Petrobras, Vale e siderúrgicas, todos reagindo à melhora do apetite por risco no exterior. Petrobras ON e PN avançaram 2,90% e 3,10%, nesta ordem. Vale ON avançou 3,25%, seguindo a valorização dos preços do minério de ferro no mercado à vista chinês.

Taxas de juros futuros têm aceleração de alta
Os juros futuros renovaram máximas na última hora da sessão, especialmente nos vencimentos de longo prazo, que captam mais sensivelmente as preocupações com a área fiscal e que cresceram nos últimos dias, em função da chamada "pauta-bomba" no Congresso Nacional. A aceleração da alta das taxas não foi puxada por um fator específico, mas operadores de renda fixa afirmam que coincidiu com a piora do câmbio. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,880% (máxima), de 6,834% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 8,20% para 8,32%. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou em 9,31%, de 9,18% ontem no ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 10,73%, de 10,54%, e a do DI para janeiro de 2025 avançou de 11,19% para 11,36%.

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