Só uma em cada quatro domésticas é registrada
Curitiba A Delegacia Regional do Trabalho (DRT) acredita que não haverá demissões significativas devido ao novo salário mínimo regional. De acordo com o delegado da DRT, Geraldo Serathiuk, a medida não vai gerar esse impacto para as empregadas domésticas que possuem carteira assinada - cerca de 100 mil das 400 mil trabalhadoras da categoria. O delegado defende que o aumento de R$ 87,00 no salário também será amortizado pelo benefício previdenciário concedido pelo Governo Federal, mês passado e já em vigor, no qual o patrão poderá descontar parte do valor pago ao empregado doméstico no imposto de renda.
No ponto de vista dos trabalhadores registrados, essa idéia de que o mínimo regional vai levar ao desemprego não justifica. A diminuição da carga do tributo previdenciário, que é de 12% e fica em torno de R$ 40,00, por mês, já vai reduzir a saída desse valor do bolso do empregador, defende. Para a parcela das empregadas que não possuem carteira assinada, Serathiuk diz que o salário de R$ 437,00 também vai render benefícios. Elas poderão usar o novo mínimo como referência ao negociar o pagamento com as patroas, avalia.
Para o delegado, o salário regional será mais uma ferramenta positiva no processo de crescimento do Paraná. O Estado teve uma expansão de créditos e microcréditos em torno de R$ 12 bilhões, com recursos do Banco do Brasil, Caixa Econômica, BNDS e bancos privados. Houve a redução das cargas tributárias, nas esferas federal e estadual, e foram gerados mais de 300 mil postos de trabalho, nos últimos três anos, pontua Serathiuk. Sem falar nos reajustes do salário nacional, para os servidores do Estado e programas de transferência de renda do Governo Federal. O panorama é de crescimento e não de quebra da economia, conclui. (F.G.)





