O pacote anunciado ontem pelo governo foi considerado ‘‘tímido’’ por exportadores e especialistas, que viram nele mais um programa de intenções que um plano de ação imediata. A única medida aplaudida pela audiência do Enaex foi a redução da alíquota de Imposto de Renda de 15% para zero sobre remessa de recursos para promoção comercial.
‘‘É importante, mas é só intenção, e muito tímido no aspecto fiscal’’, resumiu Antônio Corrêa de Lacerda, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica. Para ele, o importante é a constatação de que o governo se convenceu de que não bastam iniciativas macroeconômicas, como desvalorizar o câmbio e reduzir juros, para ter o saldo comercial de que o País precisa para ter tranquilidade nas contas externas.
O diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias de São Paulo, Fernando Bessa, acha que as medidas têm que ser maturadas. ‘‘Mas o ministro Tápias, quando se compromete, é para valer. Temos que dar um voto de confiança.’’
Cláudio Martins, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Exportadores de Carne de Frango, lembrou que o grande pleito dos exportadores ‘‘é a desoneração total’’, mas que, como o governo não abre mão de arrecadação, as medidas ‘‘ajudam’’.

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