Só sete vereadores querem derrubar Lei da Muralha
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Nelson Bortolin <br> Reportagem local 
Se o projeto 161/2011, que derruba a Lei da Muralha, estivesse em pauta na sessão da Câmara de Londrina, ontem, ele não passaria nem perto da aprovação. Somente sete vereadores, incluindo o autor Roberto Fu (PDT), se manifestaram farováveis ao projeto em enquete realizada pela FOLHA. Seis se disseram contrários e cinco, indefinidos. A Lei da Muralha estabelece um quadrilátero na cidade no qual supermercados - acima de 1,5 mil metros quadrados - e lojas de materiais de construção - com área superior a 500 metros quadrados - não podem se instalar.
A vereadora Sandra Graça (PP), que em 2005 votou contra a lei 9.869, não quis adiantar se votará pela sua revogação agora. De forma enigmática, ela disse ontem: ''Não participei da festa e agora não vou juntar os cacos''.
Antes de colocar seu projeto em votação, Roberto Fu precisa derrubar o parecer contrário da Comissão de Justiça. E, para isso, necessita de 13 votos. Precisaria convencer todos os indecisos e torcer pelo voto de Sandra Graça. Sabendo que não tem apoio para tamanho feito, ele articula com empresários locais uma medida judicial para baixar o quórum para 10 votos (leia mais nesta página).
A Lei da Muralha envolve interesses de toda sorte. Quando foi aprsentada pelo então prefeito Nedson Micheleti (PT), a justificativa era a necessidade de controlar ruídos e tráfego gerados por novos empreendimentos. Por isso, ela estabele um quadrilátero central, onde nenhum estabelecimento pode se instalar sem Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV).
No ano seguinte, a lei foi modificada com o aumento do quadrilátero e a proibição da instalação de supermercados e lojas de material de construção de grande porte dentro desta área. Mas a oposição na Câmara sempre apostou que a lei atende tão somente ao lobby dos empresários já instalados na área.


