A arma mais eficaz do governo federal no combate ao desemprego é a estabilização da economia, que permite às empresas planejar e prever como devem ocorrer os investimentos. Essa foi a resposta do ministro do Trabalho, Edward Amadeo, que esteve ontem, em Curitiba, ao crescimento da taxa de desemprego, que atinge 8,2% da população economicamente ativa do País, segundo dados do IBGE. Isso corresponde a 1,4 milhão de desempregados nas seis principais regiões metropolitanas. Amadeo disse que prefere trabalhar com a taxa do IBGE, em detrimento da valiação feita pelo Dieese, que constatou 1,6 milhão de desempregados só em São Paulo.
Para o ministro, o crescimento de 2% na taxa de desemprego verificado entre o segundo semestre de 1997 e primeiro semestre de 1998, foi inevitável. Segundo ele, não restava outra alternativa ao País para enfrentar a crise provocada pelos países asiáticos. ‘‘Ou o presidente concordava com a desvalorização cambial, que iria gerar muito mais desemprego e desorganizar toda a economia, ou optava pela alta na taxa de juros, que resultou na elevação do desemprego’’, disse. Segundo o ministro do trabalho, a taxa de desemprego vinha estabilizada entre 5% e 6% entre 1993 a 1997, dando um salto no ano passado.
O ministro do Trabalho veio ao Paraná para conhecer a aplicação dos recursos do Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger) pela Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho. Ele visitou dois pequenos empreendimentos. O primeiro foi a Skat Fast Food, que recebeu financiamento no valor de R$ 34 mil, que serão pagos em 24 meses com juros de 6% ao ano. A empresa emprega 24 funcionários. O outro empreendimento visitado foi a Oficina de Máquinas Picione Per El Alto, que financiou R$ 32 mil e gerou quatro empregos. Amadeo permanece em Curitiba para participar da inauguração da Chrysler, hoje, em Campo Largo.
Edward Amadeo elogiou o desempenho do Paraná na criação de novos empregos. Com base na pesquisa realizada pela Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (PNAD), o ministro constatou o crescimento do emprego no Estado. Segundo ele, no período de 1992 a 1996 foram criados 50.000 empregos na área industrial, em todo o Estado, dos quais 8.000 na Região Metropolitana de Curitiba. Enquanto isso, a Região Metropolitana de São Paulo perdeu 98.000 empregos no setor industrial. O interior paulista recuperou posição com a criação de 78.000 novos postos de trabalho, mantendo o déficit em 20.000 postos de trabalho.

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