Só conversão da dívida evita falência da Mesbla
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sexta-feira, 17 de janeiro de 1997
Agência Estado 
RIO - A Mesbla somente evitará a falência se seus credores aceitarem converter suas dívidas em ações da empresa. Isto é o que deixa claro um comunicado enviado ontem pela empresa à Bolsa de Valores do Rio, a pedido da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com informações sobre notícias veículadas na imprensa dando conta que ela poderia ter sua falência decretada.
No comunicado, a companhia argumenta que uma análise dos índices econômicos e financeiros apurados na empresa levou o perito encarregado do caso a concluir que dificilmente a Mesbla conseguirá cumprir a concordata em que está. Fica claro que neste momento, tanto para a empresa como para os credores, só existe a alternativa da conversão, para a companhia, porque só assim ela sobrevive, e para seus credores porque é esta a única forma de se recuperar alguma coisa dos créditos, diz o texto.
No dia 21 de novembro, o presidente da Mesbla, José Paulo Amaral, iniciou uma maratona de visitas ininterruptas a cerca de mil credores em todo o País para tentar convencê-los pessoalmente a fazer a conversão de um total de R$ 544 milhões em débitos. A vitória de Amaral, que entrou para a Mesbla juntamente com o Banco Pactual no dia 11 de outubro, com o objetivo de reestruturá-la, não parece impossível: boa parte dos credores está disposta a converter seus créditos em ações.
O problema é que, ou se converte pelo menos 98% dos créditos, ou então a empresa quebrará, como tem avisado Amaral. Ele e o Banco Pactual têm até o dia 11 para dar solução à empresa.


