Só 30% da renda deve ser comprometida
Saber quanto se tem disponível para o mês, não exceder esse valor e poupar parte do salário são as principais dicas dos consultores financeiros para quem quer evitar a dor de cabeça com dívidas. Ainda é necessário ter paciência e não ceder à tentação da compra ''facilitada''.
O consultor financeiro Thiago Terzoni diz que é preciso considerar o valor e o número de parcelas, além dos juros, antes de fazer qualquer compra a prazo. Porém, ele diz que é preciso montar um orçamento doméstico, com gastos fixos e eventuais, antes de tomar qualquer decisão. ''Tem de saber quanto se gasta com moradia, com higiene, com a escola dos filhos, tudo antes de saber quanto usar com novos bens.''
O instrutor financeiro do Sebrae Euclides Nandes Correia estipula em 30% dos ganhos o endividamento aceitável para uma família. ''Hoje, a média é de 43%, o que é preocupante'', afirma, ao lembrar também que todos da casa devem participar do planejamento de gastos.
Ele diz que é preciso pensar se realmente precisa do produto antes de comprá-lo, para evitar arrependimento. Para ele, não é porque o governo cria incentivos ao consumo para movimentar a economia que a pessoa deve atendê-lo. ''Um país e uma empresa fortes são os que tem reservas e o mesmo se aplica às famílias. O ideal é ter uma poupança'', orienta. (F.G.)





