Carmem Murara
Os usuários paranaenses que precisam fazer ligações interurbanas para São Paulo e Rio de Janeiro ainda precisam ter muita paciência e sorte para conseguir completar a ligação. A média de eficiência nas chamadas durante todo o dia de ontem não ultrapassou 18,5%, percentual bem acima do 1% registrado na segunda-feira (primeiro dia útil do novo sistema), mas ainda considerada uma taxa insatisfatória.
Para tentar amenizar o problema, as operadoras concordaram ontem em restringir o tráfego de origem, isto é, só liberar linhas em determinado Estado à medida em que se abrem novas linhas nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
O congestionamento para Rio e São Paulo se deve ao grande volume de tráfego, principalmente, nos horários de pico entre as 9 horas e 11 horas, entre 14 horas e 16 horas e das 20 horas às 22 horas. A orientação que as telefônicas dão aos usuários é que evitem fazer ligações interurbanas quando há congestionamento. No início da tarde de segunda-feira, o mecanismo de interurbano deu pane total do Paraná para São Paulo, inviabilizando a maioria das chamadas.
A Embratel trabalha contra o relógio para tentar ajustar o sistema, mas a previsão é que os defeitos permaneçam até o final de semana. Já nas ligações feitas para os outros Estados, a chamada foi completada em 65% dos casos, o que é considerado um nível normal em relação ao período que antecedeu a mudança no sistema.
Diante dos problemas enfrentados pelos usuários, as operadoras já são unânimes em admitir que faltou divulgar mais a mudança nas ligações interurbanas. ‘‘Faltou investir mais em mídia. Tínhamos que ter dito às pessoas que o zero representa o código de ligação interurbana e que não fazia parte do código da cidade ou região’’, afirmou o diretor comercial da Telepar, Vitor Warken Filho. O maior erro dos usuários tem sido o de colocar o número zero junto ao DDD da cidade para onde a ligação se destina.
De todas as ligações interurbanas feitas dentro do Paraná, 75% delas foram com o número 14 da Tele Centro e o restante com o 21 da Embratel. Para os demais Estados que integram a Tele Centro Sul, a opção pelo 14 foi de 58% das ligações. ‘‘Ainda é pouco. Queremos ampliar a nossa participação’’, afirmou o diretor comercial da Telepar.

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