Situação econômica se mantém no foco dos presidenciáveis
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segunda-feira, 01 de julho de 2002
Agência Estado 
Brasília - O Plano Real se tornou novamente o foco da campanha presidencial, tal como em 1994, no seu lançamento, e em 1998, quando o seu êxito esteve ameaçado. Esse é um quadro indicado pelo resultado das pesquisas qualitativas que chegam aos candidatos à Presidência.
Nesta eleição, o debate se tornou mais racional. Há em formação no País um consenso acerca da estabilidade como um bem público e a compreensão de que numa democracia nova como a brasileira, que só recentemente fez uma opção pelo mercado em detrimento do intervencionismo estatal excessivo, a construção de uma economia saudável e internacionalmente competitiva no mundo global consome uma quantidade ainda não mensurável de tempo para se consolidar.
Os discursos variam conforme a retórica e a ênfase de cada um e suas prioridades. Mas todos defendem a estabilidade, o câmbio flutuante, o equilíbrio fiscal, o superávit primário, o respeito aos contratos e acrescentam que o objetivo das políticas macroeconômicas deve ser o de facilitar o desenvolvimento e a produção.
Como se trata de campanha, os adversários do governo procuram transmitir à sociedade a percepção de que o Real foi um programa de estabilização monetária que se fechou em si mesmo e acabou por se tornar, por não ter sido aperfeiçoado, num obstáculo ao crescimento econômico.
O que dizem Lula, José Serra, Ciro Gomes e Anthony Garotinho é que com eles a política de juros será menos dura e que haverá crédito para que o País produza o que precisa para se manter e excedentes expressivos para a exportação.
O que na realidade os políticos discutem é alguma forma de estabelecer um equilíbrio entre o Estado democrático e a gestão profissional da moeda e das bases que a mantêm estável, portanto imune às idas e vindas da luta política cotidiana.


